quarta-feira, 13 de abril de 2011

Impactos dos projetos de irrigação na Chapada do Apodi

O projeto de irrigação aplicado à região do Baixo Jaguaribe, conta com um forte aparato do Estado que desapropria, retira parte da população, desmata e constrói infra-estrutura (como canais, estradas e portos) para escoamento dos produtos para exportação.
As empresas estrangeiras passaram a utilizar essas áreas adotando o modelo agrícola constituído de ciência e tecnologias que estão pondo em risco os recursos ambientais essenciais à qualidade de vida.

Os efeitos produzidos pelo desenvolvimento da indústria agroquímica, em geral, e dos agrotóxicos, em particular, tem modificado a estrutura fundiária e produtiva do campo, a relação produção-ambiente e as relações sociais. É o que chamamos de recolonização. É nova fase da expansão e exploração do nosso território com a instalação de grandes empresas no espaço agora organizado para o capital agrícola internacional.

As empresas de fruticultura

O circuito produtivo da fruticultura irrigada implantada e comandada por empresas do agronegócio na região da Chapada do Apodi nos últimos anos ocasionou de forma forçada, um processo de internacionalização dos espaços de produção nesta região por parte das empresas em busca de vantagens comparativas como o clima apropriado ao cultivo, disponibilidade de recursos naturais como solo e água, com mecanização e o emprego de alta tecnologia bem como a disponibilidade de terras com infra-estrutura para irrigação direcionada principalmente para o agronegócio; a mão-de-obra disponível, tanto qualificada como não-qualificada, e a baixo custo.

A Chapada passa a fazer parte de um mercado mundial avaliado em mais de US$ 1 bilhão de dólares por ano. Esse é o lucro liquido do agronegócio da fruta. Esse lucro exorbitante tem um preço e um custo social e ambiental muito caro e insustentável.

Veja os custos sociais dos projeto de irrigação defendidos pelo agronegócio

- A privatização dos perímetros públicos
- Aumento da desigualdade social na região
- Contaminação ambiental do solo e da água e da saúde da população atingida
- Reorganização do trabalho produtivo
- Exposição permanente aos agrotóxicos
- Condições precárias de trabalho
- Mão de obra assalariada barata
- Expulsão de comunidades camponesas como a exemplo da comunidade conhecida como Km 69
- A transformação de pequenos agricultores expulsos de suas terras e transformados em operários da agroindústria e moradores das periferias das cidades
- Concentração de terras e utilização de terras públicas.
- Mortalidade por câncer no Vale do Jaguaribe que está bem acima da média mundial. Umas das causas é a utilização, manejo e consumo de venenos nas plantações e nos alimentos consumidos pela população.
- Casos de morte por intoxicação - como foi o caso do agricultor José Valderi Rodrigues que após perder parte da perna direita por uma infecção que, segundo os médicos que amputaram o membro, teria sido causada por uma substância contida nos agrotóxicos que ele jogava na plantação. Três anos depois, o agricultor morreu em decorrência da intoxicação.
- Assassinato de liderança camponesa, o ambientalista Zé Maria do Tomé.

4 comentários:

Anônimo disse...

Divisão de Comunicação Social
Av. Duque de Caxias, 1700. Centro. Fortaleza-CE. 0 xx 85 32885100

Audiência pública discute projeto de irrigação no Rio Grande do Norte

13/04/2011 09:20.


A Coordenadoria Estadual do DNOCS no Rio Grande do Norte (CEST/RN) promoveu na
manhã desta terça-feira (12), na Câmara Municipal de Assú, naquele Estado, uma
audiência pública que discutiu o Projeto de Irrigação do Mendubim e o relatório
de Impacto Ambiental do referido empreendimento.

O projeto de irrigação do Mendubim compreenderá uma vasta extensão territorial
abrangendo os municípios de Assú e Upanema, com a utilização de 8.313 hectares,
envolvendo recursos no âmbito do Orçamento Geral da União (OGU). A medida faz
parte da meta definida pelo DNOCS visando ampliar a área irrigada do órgão, no
Rio Grande do Norte, que já conta com cinco perímetros irrigados e está
implementando o projeto irrigado de Santa Cruz do Apodi, inclusive com
licitação para a execução das obras, prevista para o próximo dia 10 de maio, em
Fortaleza, Ceará.

Segundo o coordenador substituto da CEST/RN, João Guilherme de Souza Neto, com a
realização dessa audiência pública, o DNOCS proporcionou a oportunidade para que
toda a sociedade conhecesse os objetivos do projeto em discussão.


#2263 (dnocs)
PORQE NÃO EXPLICAM ESTE PROJETO NA CAMMARA MUNICIPAL DE APODI, será que não temos vereadores?

Anônimo disse...

Grande amigo;respeito seu ponto de vista mas discordo em vários quesitos apresentados.
O perimetro irrigado traria muito valor agregado a cidade de Apodi trazendo contigo grande numero de emprego e melhor uso das terres férteis desta cidade.
Em relação a fuga do homem no campo pode ser sim uma realidade mas se houver planejamento esta questao pode ser minimizada.
Em questão aos agrotóxicos posso falar com toda segurança.Se for usado cumprindo o seu periodo de carencia e atendendo as especificaçoes do fabricante nao há problema algum.a pessoa que aplicar o mesmo deve usar os EPI´s obrigatorios para sua segurança.
Bom tudo isso que falo aqui sei que voces ja sabem decorado,mas o problema maior é o descaso dos organizaçoes competentes para estar verificando estes erros grotescos.
Zé Maria sei que tudo que escrevi é utópico mas creio ainda que possa haver alguma forma de progredir com mais responsabilidade.
Fica aqui meu abraço forte e parabens pela luta.

Anônimo disse...

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA assinou a desapropriação.
Saiu o decreto presidencial para a desapropriação das terras pertencentes as famílias da chapada de Apodi e ai ? Essas centenas de famílias ao perderem suas casas e serem expulsos dos seus terrenos vão descer a ladeira da chapada de Apodi e vão para onde ?. Vocês que apoiaram o projeto de desapropriação tem casas para doarem a essas famílias desabrigadas ? Vão construir abrigos improvisados ? Vão dar alimentos, água e educação a eles?. Vocês que defenderam que esse projeto de desapropriação fosse validado vão fazer o que em benefício às centenas de pessoas que vão ficar sem teto ?.
Queria parabenizar os políticos de Apodi por NADA fazerem em defesa dessas famílias carentes que amanhã a situação delas estará pior. Vocês ao dormirem lembrarão com certeza deles que não terão onde dormir, onde trabalhar, onde aconchegar seus filhos, onde sobreviver.
Queria parabenizar parte da população de Apodi que defenderam a desapropriação, pois agora de fato os trabalhadores e agricultores da chapada de Apodi serão despejados das suas casas e jogados as ruas da nossa cidade Apodi sem a mínima chance de continuar a sonhar com dias melhores.
Queria parabenizar os defensores da desapropriação de terras das famílias Apodienses, pois toda a nossa cidade receberá CALDA TÓXICA expelida dos aviões pulverizadores abrangendo uma área de até 18 km do perímetro irrigado fazendo que o CÂNCER amedronte centenas de vitimas conforme FATOS em outros projetos similares a este.
Queria parabenizar a 1° mulher presidenta por assinar a ação de desapropriação das terras onde estão centenas de pessoas morando e que, devido essa assinatura não terão onde viver.
Queria parabenizar parte dos Apodienses estendendo principalmente aos políticos que estão à frente da nossa sofrida Apodi por cruzar os braços diante da barbaria que assolará nosso povo mais humilde.
Queria parabenizar os governantes da nossa cidade por fazer com que nossa cidade venha posteriormente aumentar os índices de prostituição, crimes, furtos, dentre outros delitos acumulados que venham a ser fato na nossa cidade, tomando como exemplo os outros projetos a beira da falência citados nos estados do Ceará e Pernambuco.
A forma que está sendo ventilado o projeto de desapropriação da chapada de Apodi que já está sendo taxado de PROJETO DA MORTE trará desenvolvimento para a nossa cidade ao custo da desumanidade e total abandono estampada nos rostos daquelas famílias humildes que a olhos nus comprovam os fatos. É de entristecer até mesmo os corações mais duros ao ver que sorrisos irônicos são brotados nas faces dos representantes das empresas estrangeiras onde serão entregues as nossas terras, nossas riquezas, para instalarem no nosso município o medo da morte por envenenamento dentre outras doenças cancerígenas, já sabendo que milhões de dólares serão pagos ou dados por baixo das mesas de negociações de órgãos bem como pessoas. Só nos resta rezar para que os rumores na nossa cidade não sejam verdades, onde as famílias irão defender até a morte o seu quinhão.
Desculpe-me senhor leitor por não colocar meu nome nessa postagem por motivo de não ser assassinado como aconteceu com os que ousaram levar alguma defesa das terras tomadas de agricultores simples e entregues as empresas para encharcar de vários tipos de agrotóxicos inclusive alguns proibidos por mais de 40 países por ter levado a morte por envenenamento e câncer até moradores de cidades vizinhas. O ultimo defensor que me recordo (José Maria) foi assassinado no estado do Ceará com 19 tipos na cabeça sendo que até hoje ninguém foi culpado.
Acredito que todos que defenderam o projeto de DESAPROPRIAÇÃO de terras das famílias da chapada de Apodi, iram postar seus nomes aqui de peito lavado por ter dado uma boa contribuição a desgraça dos nossos agricultores bem como nós mesmos residentes nesta cidade.
Espero seus nomes...

Bob Light disse...

O SINAL DA TIM EM APODI:
O prejuízo tá sendo imenso, pois botamos créditos, compramos planos, para não termos sinal nenhum, há 15 dias estamos sem receber e sem fazer ligações, e estamos perdendo o tempo que temos para nossos créditos expirarem.
O Ministério Público ou Alguém que tenha a competência faça alguma coisa!!!!

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